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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a Coordenadoria de Inteligência da PMERJ (CI/PMERJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CSI/MPRJ), deflagraram, na manhã desta quarta-feira (12/11), em diversos municípios do Estado, a Operação Lucro Fácil. O objetivo da ação é cumprir mandados de prisão preventiva contra 41 pessoas, incluindo dois policiais civis e um militar, acusadas dos crimes de quadrilha armada, usura pecuniária (agiotagem), extorsão e corrupção ativa. Também estão sendo cumpridos 72 mandados de busca e apreensão e o sequestro, bloqueio e indisponibilidade dos bens e valores dos denunciados.
Promotores do GAECO e representantes da PMERJ participarão, nesta quarta-feira (12/11), às 11h, de entrevista coletiva no auditório do MPRJ (AV. Marechal Câmara, 370 / 9º andar) para detalhar a operação.
Segundo a denúncia, o grupo agia a partir de dezenas de escritórios de agiotagem espalhados nos municípios de Macaé, Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Queimados, Barra Mansa, Nova Iguaçu, Parati, Itaguaí, Campos, entre outros, concedendo empréstimos de dinheiro sob juros superiores a 30% ao mês, bem superior ao permitido por lei. Nas hipóteses de inadimplência ou atrasos no pagamento por parte dos “clientes”, as cobranças eram realizadas mediante extorsão e roubo praticados pelos membros da quadrilha, envolvendo ameaças e violência física contra os devedores e/ou seus familiares.
Para a obtenção do empréstimo, a vítima comparecia a um dos escritórios e fornecia cópias de documentos pessoais, contracheque, endereços residencial e profissional e números de telefone, além de contatos de pessoas próximas, como parentes e vizinhos, e assinava uma nota promissória no valor da dívida. Os denunciados não exigiam qualquer comprovação de renda ou patrimônio como “garantia”, bastando o preenchimento de um cadastro, com o fornecimento desses dados.
Depois de formalizar o negócio, os criminosos entravam em contato com um escritório central denominado “controle”, onde eram registradas todas as informações para a coordenação das ações (valores dos débitos, dados cadastrais, datas de vencimento etc.). Os escritórios recebiam codinomes para identificação entre os próprios integrantes da quadrilha, como “Marte, “Mercúrio”, “Saturno”, “Júpiter”, “Terra”, “Plutão”, “Sardinha”, “Tainha” e “Garoupa”, entre outros.
Para perpetuar a dívida, a quadrilha inibia o pagamento integral do débito, ludibriando o devedor a pagar somente o montante dos juros, somando assim mais juros ao saldo devedor remanescente.
Fonte: MPRJ

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